quarta-feira, 12 de março de 2014

Bicicletas para mulheres

No começo do século XX, as mulheres pedalavam em bicicletas com protótipos bem parecidos: quadros grandes, rebaixados, guidão largo, cestinha, protetor de saias e de correntes. Esse padrão de uso urbano desconsiderava outros detalhes importantes numa bicicleta de mulher como, por exemplo, os tamanhos do quadro e da mesa. Além disso, nessa época o uso mais comum era feito por mulheres cuja estatura média é mais alta que a brasileira e em cidades planas – como Amsterdam, Copenhagen, Nova York – onde o peso da bicicleta é quase irrelevante.


Antes de comprar uma bicicleta é imprescindível atentar a outras questões que as diferem entre si, dado que cada pessoa possui um tipo físico e um uso diferente para a magrela – urbano, cicloviagem, competição, corrida, trilha, longas distâncias, lazer e por aí vai. Então antes de tudo é super importante saber que uso se pretende fazer com a bicicleta, mesmo que essa resposta não seja tão objetiva assim.

Dicas rápidas antes de comprar uma bicicleta

-O barato sai caro! Nem sempre (ou quase nunca) a bicicleta mais barata e/ou mais bonita é realmente a melhor pra você.

-Há uma bicicleta para cada uso, há uma modelo para cada ciclista.

- Há um tamanho certo de bicicleta para cada tamanho de pessoa.

- Cada bicicleta tem características e personalidade próprias.

-A marca dos componentes não importa – o que importa a qualidade.

Como deve ser uma bicicleta de mulher

Independente do modelo – speed, híbrida, MTB – basicamente basta que ela seja uma bicicleta de seu tamanho e ligeiramente mais curta do que a média geral, pois as meninas têm características físicas com diferenças acentuadas em relação aos homens. Não dá pra contar, ainda, com a associação que algumas pessoas fazem a um estereótipo bem limitado para indicar uma bicicleta feminina: a cor rosa e os detalhes de flores na pintura.

Atenção! Uma bicicleta menor não é necessariamente mais curta ou uma mini bicicleta. A regulagem da mesa, as características do guidão e outros fatores influenciam diretamente no estabelecimento de uma postura adequada e correta, inclusive considerando o ajuste do selim.

Bike Fit

Hoje, muitas bicicletarias oferecem aos seus clientes o Bike Fit gratuito na compra de uma bicicleta. A vantagem é que o comprador sai da loja com a bicicleta do seu tamanho, exatamente do seu número e perfeita para seu corpo. Essa avaliação precisa e anatômica sobre os ajustes necessários da bicicleta ao tipo físico – específico e único de cada pessoa – garantem uma experiência de pedal muito mais confortável e saudável, com um instrumento ajustado exatamente para si. Isso evita qualquer tipo de estresse do corpo, como dores nas costas, pulsos ou joelhos.

A tabela com todos os cálculos do Bike Fit é entregue ao ciclista e servirá de base confiável todas as vezes que a pessoa resolver fazer uma nova compra. Informe-se sobre os lugares que oferecem esse tipo de serviço, vale muito a pena.

Também é possível encontrar na internet maneiras de realizar esse cálculo, porém fazê-lo com um especialista no assunto é a garantia de bom resultado para a vida toda!

Observação importante: A falta de hábito com o selim, por exemplo, pode ser responsável por algum incômodo, por isso não se assuste se durante as primeiras pedaladas você sentir dores na região do assento e nas pernas.

Pedalar é uma atividade prazerosa e não pode ser prejudicial ao corpo, principalmente, à coluna, braços e joelhos. Por isso a importância em observar detalhes mais técnicos além das cores e acessórios, pois eles farão a diferença no estímulo (ou desestímulo) da prática, seja para esporte, transporte, lazer ou diversão!

Fonte: Vá de bike
Imagem: Pedalinas

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