terça-feira, 5 de janeiro de 2016

Aro 26", 27,5" OU 29" ?

Este artigo não tem a intenção de direcionar os ciclistas para uma ou outra bicicleta, e nem em ser definitivo na opinião sobre as diferenças; o objetivo é apenas fornecer informações técnicas sobre dados geométricos de alcance e sobre a dinâmica da bicicleta.
Primeiro falando do posicionamento: entre as bicicletas aro 26, 27,5 e 29, apesar de todo falatório a respeito, a diferença de posicionamento se dá por conta do alcance real dos quadros, ou stack e reach.
Entre as 3, a aro 26 possui normalizando sempre o mesmo tamanho, dentro do mesmo modelo e fabricante, o menor stack e maior reach, depois vem a 27,5 que ganha um pouco mais de stack e diminui um pouco o reach e depois a 29 que ganha ainda mais stack e diminui um pouco mais o reach. Isso não tem nada a ver com a balela do tamanho do tubo da direção, e sim a que altura e distância o fabricante montou ele, em relação a caixa de centro. Mas e o ângulo de tubo de selim e blá, blá, blá..... quando fazemos essa comparação pelo stack e reach, estamos normalizando o tubo de selim e comparando a parte do quadro que realmente deve ser comparada, e mais, que não pode ser modificada.


Vamos a um exemplo prático e em condição normalizada (meros exemplos, os números expostos aqui não são regras - no entanto, fazem sentido com a realidade): um determinado ciclista anda com seu fit em uma 26", e possui um guidão de 650 milimetros e 5 graus de curva para trás (poucos andam com um guidão tão largo em uma 26", o intuito é somente normalizar a comparação). O quadro possui um stack de 570 mm e mais 35 milímetros de espaçadores acima do quadro, contando a caixa de direção, e uma mesa de 80 mm -7 graus em um reach de 400 mm. Se ele fosse para uma 27.5" atingindo o mesmo posicionamento e considerando claro, o mesmo ponto de contato com a bike (mesmo guidão), sendo o 27.5" um quadro com 585 mm de stack, ele teria 20 mm de espaçadores contado com a caixa de direção, e tendo um reach de 390 mm, ele teria uma mesa de 90 mm e -7 graus. Se ele fosse para uma 29", com stack de 600 mm, ele teria apenas 5 milímetros de espaçadores acima do quadro (provavelmente só a caixa de direção, talvez uma FSA.. rsrsrs) e tendo esse quadro um reach de 385 mm, uma mesa de 95 mm e os mesmos -7 graus. Simples assim. Todos complicam demais a conta de quadros e comparação, com tubo de selim, comprimento horizontal de quadro e etc.... Mas e que quadro eu devo usar? Boa pergunta e eu faço outra em cima, em que posição você deseja andar? Depois de testar isso em um simulador de posicionamento e com a escolha do formato de guidão, selim e definição da mesa, veremos se você vai andar em uma 26" entupida de espaçadores e uma mesa positiva (ou talvez não) ou se você vai para uma 27.5" com menos espaçadores ou mesmo uma mesa mais neutra, ou se vai para uma 29 com pouquissimos espaçadores e uma mesa mais negativa (ou se vai ficar muito alto em uma 29, isso acontece muito pouco mesmo). Poxa, mas você está falando que uma é melhor, ou outra? Não, estou apenas mostrando que há muito mais do que peso ou marca para se escolher uma bicicleta, o fato de você estar bem posicionado biomecanicamente e ainda na posição que almeja, ou se vai simplesmante andar "adaptado" à bicicleta.




 Por que as 26", 27,5" ou 29"?


ÂNGULO DE ATAQUE AOS OBSTÁCULOS
Quanto menor o ângulo de ataque, melhor!

26" = x (controle)
27,5" = -4%
29"= -6%

A roda 29" ultrapassa os obstáculos com maior facilidade e segurança. A diferença entre a performance da roda 27,5" e da 29" é de apenas 2%!



RESUMO

O maior diâmetro da roda traduz-se em duas vantagens significativas: conforto e confiança. Um ângulo de ataque baixo significa que a roda ultrapassa - literalmente - por cima dos obstáculos com menores perdas de energia e maior linearidade global, favorecendo o conforto e a confiança do atleta.

Testes comparativos confirmam que a performance em trilhas ou subidas acidentadas é gradualmente superior quando maior for o tamanho de roda. O menor ângulo de ataque e tração superior da roda 27,5" e 29" face às 26", aumenta a capacidade de ultrapassar obstáculos em todas as condições.

DINÂMICA DE ACELERAÇÃO VS INÉRCIA

Quanto maior a roda, maior é a energia!

26" = x (controle)
27,5"= +1,5%
29" = +3,6%

A roda 29" consome mais 3,6% de energia no arranque, mas acumula maior energia cinética em movimento. A roda 27,5" consome menos 2,1% de energia do que a 29".



RESUMO:

A vantagem mais importante das bicicletas 27,5" face às 29" é a aceleração mais rápida. É justo aquela espécie de intervalo para perceber a resposta na bicicleta, que o atleta sente quando pedala com vigor no momento do arranque ou recuperação de velocidade.

Este comportamento é afetado não só pelo peso global da bicicleta, mas também pelo peso dinâmico das rodas (inércia). Quanto mais longe estiver o peso do centro da roda, maior é o consumo de energia na aceleração. Contudo, uma bicicleta roda 29" consegue uma vantagem a que mais nenhuma se equipara: mantém velocidades mais elevadas com menor consumo de energia devido à maior acumulação de energia cinética.


PESO GLOBAL
Quanto menor o peso, melhor!

26" = x (controle)
27,5" = +5%
29" = +12%

A roda 27,5" é 5% mais pesada do que a 26" e 7% mais leve do que a 29".
A roda 29" é 12% mais pesada do que a 26".



RESUMO:

Existem dois tipo de peso que afetam a performance da bicicleta: o peso global da bicicleta e o peso dinâmico.

Peso Global da Bicicleta:

Numa comparação direta entre bicicletas 26", 27,5" e 29" idênticas, existem diferenças significativas. Como seria de esperar, uma 26" é um pouco mais leve do que uma 27,5" e substancialmente mais leve do que uma 29"... e cada grama a menos ajuda o atleta a ser mais rápido (não sei se a conta é tão direta assim, mas....)

Peso Dinâmico das Rodas:

Em comparação com os 12% de diferença entre uma 26" e uma 29", o peso de um par de rodas 27,5" completo (roda + pneu + câmara/selante) é apenas 5% maior do que uma roda 26".. e quanto maior for a roda, pior é a performance em subida ou aceleração. O peso dinâmico da roda 29" é sempre maior, mas possui uma relação mais equilibrada com altas velocidades, ou seja, quanto maior é a velocidade, maior é o peso dinâmico e maior a facilidade em manter velocidades elevadas. (essa é uma questão difícil, pois as rodas maiores tem mais peso, mas tem mais tração como será visto abaixo... então é uma comparação mais difícil de ser feita)


ÁREA DE CONTATO DO PNEU / CONFORTO:

Quanto maior a área de contato do pneu com o solo, melhor!

26" = 6 cm
27,5" = 8cm
29" = 9cm

A roda 29" tem a maior área de contato com o terreno!
A diferença da 27,5" para a 29" é de apenas 1cm.


RESUMO:


Quanto maior o diâmetro da roda, maior é a área de contato do pneu. A maior área de contato resulta em maior tração, capacidade de desaceleração e segurança em curva. A roda 27,5" tem uma área de contacto semelhante à roda 29", com uma diferença técnica de apenas 1cm!

Em suma, continuamos com nossas dúvidas (rsrsrssrs). Tenha outros critérios para a escolha da bicicleta, que não seja fulano falou isso, e ciclano falou aquilo, ou fulano sentiu.... filtre!!! Se você quer uma posição na bike, encontre ela primeiro e depois coloque a bicicleta em cima, pois você é o piloto. Se for para andar em uma bicicleta entupida de espaçadores e com uma mesa "alienígena", escolha mais stack e menos reach (provavelmente um quadro com rodas maiores); se ficou espremido em uma 29 com uma mesa extremamente negativa, sem espaçadores, com o selim na posição de recuo e altura corretos, e está se sentindo mal); vá para uma bike com menos stack, talvez uma com o aro menor. E não pense que isso acontece com X ou Y altura de ciclista, ou talvez vá para uma 29 de outro fabricante, ou uma 27.5, não sei.... Nós temos números exatos para compararmos os quadros, não precisamos de advinhações, e nem mesmo da informação que meu melhor amigo se adaptou à posição de uma 29, ou de uma 27.5. Você é único e deve ser tratado como tal; o importante é saber o que se adapta à você, e se essa condição atende suas expectativas. Cada ciclista tem sua altura de selim, seu recuo de selim, tolerância à mudanças, nível de flexibilidade, lesões e objetivos diferentes; bem como diferentes condições financeiras.


Boas pedaladas!!!

terça-feira, 22 de dezembro de 2015

Quais os Alimentos Adequados na Prática do Ciclismo?



A atividade física sempre foi grande aliada da saúde em geral. Com a prática regular de exercício físico consegue-se promover o bem-estar psicológico, autoestima, manutenção ou perda de peso, maior disposição para tarefas diárias e prevenção de doenças. O ciclismo é uma modalidade esportiva de grande exigência física e nutricional, principalmente pelo desgaste energético e de hidratação, em que a nutrição correta é muito importante.Uma alimentação adequada antes da prática do ciclismo proporciona ao desportista um melhor rendimento e bem-estar durante a atividade física.





Antes da prática do ciclismo, é importante seguir algumas orientações.

Evitar alguns alimentos ricos em:

Gorduras (molhos, biscoitos recheados, manteiga, salgados, maionese);

Proteínas (leite e derivados, carnes), que permanecem um maior tempo no estômago;

Fibras (frutas com casca, hortaliças cruas, as sementes e os farelos), não são recomendadas neste momento, pois podem causar desconforto gástrico.

Carboidrato é o nutriente responsável por fornecer energia para o organismo. Para um bom desempenho durante o exercício, é fundamental garantir a quantidade adequada de carboidrato na refeição que antecede a atividade.

Os alimentos fontes de carboidratos são as massas, arroz, batata, mandioca, biscoito, bolo simples, e frutas.

A refeição deve ser realizada cerca de 40 minutos antes da atividade física. Na tabela abaixo, seguem alguns exemplos de alimentos ricos em carboidratos e suas respectivas quantidades:Exemplos de lanches rápidos (escolha apenas 1 opção):Suco de fruta (1 copo cheio) +banana prata (1 unidade)+uva passa(1 punhado);

Suco de fruta (1 copo cheio)+ pão francês (1 unidade)+ requeijão light (1 colher de sobremesa rasa);

Pão de forma (1 fatia) + geléia de frutas (1 colher de sobremesa);

Mamão papaia (1/2 unidade) + banana (1 unidade);

Banana prata (1 unidade) + ameixa preta (5 unidades).

Deve-se ficar atento à hidratação também nesta fase. Durante o exercício físico há perdas significativas de líquidos e minerais. A hidratação adequada é fundamental para que o rendimento físico e saúde não sejam prejudicados.


É importante ressaltar que a desidratação antecede a sede. Portanto, ao sentir sede o desportista já está desidratado.

Para atividades com duração inferior a 1 hora, consumir preferencialmente água. Caso a prática seja intervalada e de intensidade moderada a alta, consumir bebida isotônica.

De acordo com o "American College of Sports Medicine" a reposição de líquidos para quem pratica exercícios deve ser da seguinte forma:

2h antes do exercício: ingestão de 500 ml de líquidos;

A partir de 1h de exercício: 600 a 1200 ml de líquidos para cada hora de exercício;

Hidratar a cada 15 - 20 minutos de exercício, de acordo com a sua tolerância. 

Ressalta-se que estas orientações de hidratação são recomendações gerais para pessoas fisicamente ativas. No caso de atletas, um acompanhamento nutricional individualizado é necessário, pois cada modalidade esportiva tem a sua particularidade.

Após a atividade, uma refeição balanceada é necessária para repor a energia e os nutrientes gastos durante o exercício. Devem estar presentes o carboidrato (pães, massas, arroz, batata, biscoitos, bolos), a proteína (carnes), a gordura (óleos e oleaginosas: castanha, nozes, amêndoa, amendoim) e as vitaminas e minerais (frutas e hortaliças).

Para uma pessoa fisicamente ativa e que não tenha como objetivo as competições, não há indicação do uso de suplementos alimentares, pois somente a alimentação supre as necessidades energéticas e dos nutrientes em geral.

É importante ressaltar que a prática de atividade física regular associada a uma alimentação equilibrada, rica em verduras, frutas, cereais integrais, leite e derivados com baixo teor de gordura, oleaginosas, carnes magras, evitando alimentos industrializados ricos em sal, açúcar e gordura, garante um estilo de vida saudável nas diversas faixas etárias.

Fonte: 

 Revista Bicicleta por Amanda Miranda, nutricionista funcional, CRN 28467/P e Beatriz de Andrade Vilela, nutricionista, CRN 28312/P

domingo, 4 de outubro de 2015

2º XCO Itapema - Atletas da Bicicletaria Cantagalo.

Os atletas da Bicicletaria Cantagalo Claudemir Vaz e Ivan Carlos Fontana participaram do 2º XCO em Itapema e conseguiram boas classificações na prova, muito dura e com muita lama.


Claudemir Vaz: 3º lugar na Categoria Master A1.



Ivan Carlos Fontana: 5º colocado na Categoria Elite.


Parabéns aos guerreiros, sempre colhendo bons resultados !



quinta-feira, 1 de outubro de 2015

Brasil Cycle Fair 2015 - Grandes parcerias !


A Brasil Cycle Fair aconteceu de 27 a 30 de setembro, no Pavilhão Vermelho do Expo Center Norte, direcionada principalmente aos profissionais do setor de bicicletas, que buscam novos negócios e oportunidade de ampliar sua rede de relacionamentos, além de interagir com pessoas ligadas ao mercado da bicicleta de todo o país.
A Bicicletaria Cantagalo esteve presente e firmou grandes parcerias, visando oferecer os melhores produtos a seus amigos e clientes.

Seguem as fotografias dos stands visitados:

Soul Cycles


Garmin


Focus bikes






Oggi Bikes





Atrio Full Sport Cam




Merida




Pro Parts


Kuota


Mauro Ribeiro Sports


A última palavra em vestuário esportivo - Aguarde porque teremos novidades para você !


















domingo, 27 de setembro de 2015

2º GIRO BRASIL JAPÃO DE CICLISMO DE ESTRADA E MOUNTAIN BIKE



Competição de Ciclismo de Estrada e Mountain Bike, realizada entre os municípios de Curitibanos e Frei Rogério - SC 451

Porque GIRO BRASIL JAPÃO? O nome do evento homenageia a Colonização Japonesa em Curitibanos e Frei Rogério e a amizade entre o Brasil e o Japão

O Percurso = Realizado na Rodovia Estadual SC 451, o percurso é limpo, seguro e competitivo, com asfalto sem buracos, passando pela Colônia Japonesa, Parque Sakura, Sino da Paz, Museu da Paz, chegando a Frei Rogério e Retornando a Curitibanos, nos primeiros 20 km o ciclista vai encontrar um terreno plano e com descidas, depois até chegar a Frei Rogério o ciclista vai passar por subidas e pouco terreno plano, fazendo o percurso de volta. até o parque Sakura praticamente somente descida, mas dai "pra" frente sobe até Curitibanos.




Os atletas que participaram da prova representando a Bicicletaria Cantagalo estão de parabéns pela conquista.



Fernandes, Claudemir, Ivan e Juliano.









O atleta Claudemir Vaz fez 4º lugar na Categoria Master A1 e 5º lugar na classificação geral - modalidade speed.






Ivan Carlos Fontana fez 2º lugar na categoria Elite e 3º na classificação geral - modalidade Mountain Bike.

























Fernandes fez 3º lugar na Categoria Master C

terça-feira, 15 de setembro de 2015



Hoje em dia, o principal negócio da CALOI é estimular e apoiar adultos e crianças na busca de uma vida saudável através de atividades físicas. Para a marca, responsável por introduzir a bicicleta no Brasil e que acabou virando sinônimo do veículo no país, vida saudável é uma atitude que associa atividades físicas com saúde mental, relacionamento humano, diversão, prazer e harmonia com a natureza. Esta atitude e a variedade de produtos que atende a ciclistas de todas as idades e estilos fazem da CALOI uma empresa líder de mercado.

A história
Em 1898, Luigi Caloi, um italiano cujo sonho era fazer a melhor bicicleta utilizando a tecnologia mais avançada que alguém pudesse imaginar na época, desembarcou no Brasil vindo da Itália juntamente com seu cunhado Agenor Poletti, um mecânico muito hábil. Abriram a Casa Poletti & Caloi, um estabelecimento que alugava, consertava e reformava bicicletas de corrida do Clube Atlético Paulistano em São Paulo. Quatro anos depois, Luigi se tornou representante exclusivo da fábrica italiana de bicicletas Bianchi no país. Em 1924, ele faleceu e a nova sociedade, agora chamada CASA IRMÃOS CALOI, formada por seus filhos, Henrique, Guido e José Pedro, durou pouco. Guido ficou sozinho com a empresa, que passou a ser conhecida como Casa Luiz Caloi.


Em 1942, as dificuldades de importação em virtude da Segunda Guerra Mundial obrigaram-no a produzir peças de reposição em um barracão no bairro do Brooklin. Anos mais tarde, em 1948, mesmo com a regularização das importações, a empresa agora chamada Indústria e Comércio de Bicicletas Caloi, manteve sua fabricação, passando a produzir suas próprias bicicletas no Brasil com a inauguração da primeira fábrica de bicicletas do país. Em 1953 ocorreu o lançamento da bicicleta Fiorentina, que tinha aro 26" (novidade para a época), freio a varão, bagageiro e vinha com uma utilíssima bolsa para ferramentas sob o selim, em couro. Em 1955 foi o ano em que o Sr. Guido Caloi faleceu, dando lugar à 3ª geração da família na direção da empresa, comandada pelo Sr. Bruno Antônio Caloi.


A bicicleta Berlineta dobrável lançada no final da década de 60, possuía aro 20 e se tornou moda nos anos 70 entre o público jovem. Suas características compactas, aliadas ao fato de ser dobrável, fizeram dela uma ótima opção para uso urbano. Tinha bagageiro na traseira e guidão alto, para o conforto do ciclista. Na década de 70 ocorreu a consolidação e expansão da marca no mercado brasileiro e internacional como sinônimo de bicicletas, além de várias novidades, como por exemplo, a famosa e inesquecível CALOI 10, com quadro baseado nas bicicletas Biachi San Remo. Era a primeira vez que um cidadão comum podia adquirir uma “bicicleta de corrida”, com 10 marchas. Outra novidade foi a CALOI BARRA FORTE, uma bicicleta robusta e resistente com quadro em aço carbono, desenvolvida para levar o ciclista com segurança e conforto, que se tornou referência histórica no segmento de transporte no país. Pouco depois surgiu CALOI JOVEM com aro 24".


Com tantas novidades e o aumento de demanda por suas bicicletas, no ano de 1975, em franca expansão, a CALOI inaugurou mais uma fábrica no país. Localizada em Manaus, a nova unidade industrial destinava-se à produção de bicicletas de alto valor agregado. No final desta década foi à vez da CALOI CECI, primeira bicicleta feminina do mercado brasileiro. A cestinha na dianteira sempre foi a marca registrada deste modelo. O comercial de televisão desta bicicleta trazia a atriz Bruna Lombardi como garota propaganda.


No início da década de 80, o lançamento da CALOI CROSS EXTRALIGHT marcou a chegada do BMX ao Brasil. As rodas eram no tamanho 20" com pneus biscoito. As partes de alumínio da CALOI CROSS eram coloridas (fato inédito na época) e tinha rotor na caixa de direção. Essa bicicleta marcou uma geração de milhões de meninos brasileiros. Inovações no design e na funcionalidade das bikes continuaram a conquistar cada vez mais clientes, inclusive nos Estados Unidos, onde a CALOI inaugurou uma subsidiária em 1990, localizada em Jacksonville, no estado da Flórida. Outro importante fato para sua expansão internacional nesta época foi o patrocínio ao heptacampeão do Tour de France, o americano Lance Amstrong, na equipe Motorola/Caloi. Até a abertura do mercado brasileiro, em 1992, a CALOI tinha como única concorrente a Monark. As duas se alternavam na liderança das vendas, mas fim da década de 80, a empresa consolidou sua vantagem e chegou ao recorde de produção de 2.2 milhões de unidades. Depois da abertura, o mercado do pedal ficou muito mais competitivo e a CALOI passou a enfrentar grandes problemas. Mesmo com uma situação financeira delicada, em 1997 expandiu seus negócios, ingressando no segmento de HOME FITNESS, com o lançamento de uma linha de equipamentos de ginástica com esteiras e bicicletas ergométricas. Em pouco mais de cinco anos, a CALOI assumiu a liderança de mercado no segmento home fitness e reafirmou sua posição de liderança no mercado de bicicletas.


A empresa foi dirigida pela família Caloi até o ano de 1999, quando esta vendeu a maioria acionária para Edson Vaz Musa, respeitado administrador de empresas e ex-presidente da Rhodia no Brasil. A partir de então, a CALOI partiu para um novo desafio: ser sinônimo de bicicletas e também de fitness, agregando saúde, esporte e lazer à marca. Em 2006, a CALOI inaugurou uma moderna fábrica em Atibaia, desativando a antiga unidade da Avenida Guido Caloi. No ano seguinte a CALOI passou a vender suas bicicletas também pela Internet. Líder de mercado, em 2008 a CALOI comemorou 110 anos comercializando mais de 700 mil bicicletas e 100 mil unidades de aparelhos para home fitness, e lançando um novo posicionamento da marca com o slogan “Caloi. Movimentando a Vida”.

segunda-feira, 14 de setembro de 2015

Escrevemos a história da bicicleta no Brasil.


A Caloi escreve a história da bicicleta no Brasil. A Caloi está na memória de gerações e gerações de brasileiros. Sejam eles ciclistas profissionais ou não. Uma longa história contada por bicicletas que fizeram e fazem parte do dia a dia de muita gente. Pessoas que, como nós, sabem que pedalar significa mais saúde, mobilidade inteligente, esporte e competitividade. Uma tradição de mais de 115 anos. Ser sinônimo de bicicleta nos enche de orgulho. Cada nova pedalada aumenta nossa história e nos leva mais longe e mais alto.


Você sabia que a Caloi chegou aqui no Brasil no século 19? Nossa história se confude com a história da bicicleta no País. Imagine quanta coisa temos para contar. Escolha um dos modelos de exibição e embarque em um delicioso passeio que vai resgatar os melhores momentos da sua infância.

O italiano Luigi Caloi desembarcou no Brasil e começou a trilhar seu sonho: ele fundou a Casa Luiz Caloi, que importava bicicletas do mercado europeu.
1898 – Nasce a marca Caloi no Brasil, pelo italiano Luigi Caloi, com a importação de bicicletas vindas da Europa.
A dificuldade de importar peças na época da Segunda Guerra fez com que a Caloi desse início à sua produção nacional. Em 1945, foi inaugurada a primeira fábrica da Caloi, no bairro paulistano do Brooklin. Era inaugurada a primeira fábrica de bicicletas do Brasil.
Os primeiros estudos de artefatos de duas rodas movidos pela força humana datam dos séculos XV e XVI.
Até 1800, as bicicletas não tinham pedal e eram impulsionadas com os pés!
"Poucos objetos utilizados pelos seres humanos originaram uma revolução tão grande nas convenções sociais como a bicicleta." Trecho do censo norte-americano de 1900.

E lá foi a bicicleta: de meio de transporte a brinquedo de criança, evoluiu a um importante transformador da mobilidade urbana. Em toda sua trajetória, a Caloi viu muitos cenários e novas paisagens neste universo. Viu a bicicleta mudar de modelo, de material e, até de papel no planeta, acompanhando e construindo essa transição. Mais de 100 anos depois, estamos aqui para dizer: a Caloi continua contando a história do ciclismo no mundo.

2012 foi o ano da Caloi no Mountain Bike. Houve o lançamento de uma bike referência no segmento de MTB, a Elite Carbon, um modelo de carbono projetada para competições.
A Caloi passa a fazer parte da Cannondale Sports Unlimited, a divisão de bicicletas da empresa canadense Dorel Industries INC. Com objetivo de alavancar o esporte no país, e focada em conquistar uma medalha olímpica para o Brasil a Caloi passou a gerenciar uma equipe de mountain bike, a única equipe nacional registrada na UCI, chamada Caloi Elite Team.